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15% maior
Conheci uma garota há alguns anos atrás que se lamentava por a natureza não ter sido generosa com ela. Dizia ser privada de neurônios essenciais. Com extrema dificuldade acertava cálculos simples de multiplicação e divisão. Porcentagem então, nem se arriscava. E ficava questionando-se se aquilo era devido à genética ou ao meio. Teste de matemática sempre era um inferno. Quando fazia cara de “isso me deixa tão confusa”, eu a olhava até com dó. Não porque fosse privilegiado em relação a ela (pois sempre fui péssimo em matemática), mas pelo esforço mental que fazia para concluir até mesmo uma adição simples. E pensava comigo mesmo: “Meus Deus, será que essa criatura vai conseguir ainda alguma coisa na vida com esse raciocínio de lesma?”. Sempre achei que era uma questão fisiológica mesmo. Não adiantava sacrificar-se a vida inteira para ser boa em matemática porque seu cérebro não ira nunca corresponder à altura. A única opção seria um transplante de cérebro. Mas será que isso iria afetar a personalidade também? Será que iria mudar de alma? Será que não estaríamos fabricando um novo Frankenstein. E ficava assim viajando na maionese enquanto ela tentava concluir seu cálculo. Sentia vontade de mandar um e-mail para Thomas S. Harvey (o patologista que seqüestrou o cérebro de Einstein e o guardou durante 40 anos) a fim de perguntar-lhe qual o segredo do raciocínio lógico, se há algum medicamento atual para estimular essa habilidade ou se, em última hipótese, haveria condições de transplantar só a “parte inteligente” para o cérebro de minha amiga. Mas nunca fiz isso, não porque não julgasse minha causa nobre, mas porque no fundo presentia que este e-mail nunca seria respondido... Especulações à parte, fiquei com aquilo na cabeça (a idéia, não o cérebro de Einstein). No ano 2000 foi descoberto por um grupo da universidade McMaster no Canadá, que “a região relacionada ao raciocínio lógico do cérebro de Einstein era 15% maior que o normal”. Bem, ela tinha a cabeça pequena, Einstein era meio cabeçudo, e talvez ai se encontrasse precisamente a explicação. Nunca tive coragem de dar essa notícia a ela, tipo: “Amiga, você raciocina feito uma lesma basicamente porque você não tem cabeção”. Mas talvez, olhando pelo “lado positivo da coisa”, isso se tornaria até num motivo pra sentir-se feliz, afinal, mulher com cabeção geralmente não fica muito legal. Já com cabeça tamanho P ou M pode usar boné e chapéu de São João à vontade, sem nenhum inconveniente. Não sei se a convenceria disso. Mas poderia usar meu exemplo para confortá-la: “sou cabeção + sou péssimo em matemática = dois problemas. Acho que pelo menos isso ela entenderia...
Matemática e cabeça sempre me importunaram. Lembro da primeira vez em que fui com meu pai comprar um chapéu de palha para a festa de São João - vale ressaltar, que faço aniversário justamente nesta data. Todas as inúmeras tentativas de encaixar algum em minha cabeça foram em vão. Eu, inocente, não entendia porque ainda não haviam fabricado nenhum pra minha idade. Voltei pra casa triste e com as mãos abanando. Depois consegui um não sei com quem, que só se ajustava à parte de cima pra qualquer vento levar. Tenho até fotografia com um, que guardo com muito orgulho! Constrangimento também passava quando ia correr de kart ou de moto. Em ambos os casos, o capacete teria que ser pré-selecionado. Deitar no colo de alguma senhorita também se tornou uma auto-proibição... Até hoje não entendo o tamanho e peso de meu cerebelo. Creio que um dia a ciência desvendará. Espero estar vivo, ainda jovem e com o cérebro no meu crânio para poder testemunhar tais descobertas e assim, fazer uso mais eficaz de minhas possíveis aptidões. Às vezes penso se é muito neurônio morto que tem aqui dentro, ou muita água, ou se é inchaço de nascença. Deixa para lá...não me importo com isso mesmo...
Escrito por Josué Mendonça às 22h23
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Diálogo com uma sereia.
Questões sobre oftalmologia.
Convivemos com uma moça durante vários anos que tinha, dentre outros hábitos esquisitos, assistir à novela em pé. Aliás, as novelas, pois eram as de todos os canais e de todos os horários. Durante quase toda minha infância e adolescência ouvia minha mãe criticá-la, não porque ficava em pé, mas porque sempre apertava os olhos para poder enxergar. Dizia: “deixar de apertar esses olhos menina!”, às vezes, até num tom raivoso. Dentre suas qualidades, era dotada de um grande habilidade para adivinhar o que iria acontecer nos próximos capítulos, até mesmo aqueles que ainda estavam muito distantes. Sabia o nome de todos os personagens e explicava o enredo de todas as novelas transmitidas e retransmitidas de que se tinha notícia na época. E se emocionava sempre. Não eram raros os momentos em que a flagrávamos dando socos no ar ou xingando algum pobre ator. Confundir personagem/ator era de praxe. Ficava com raiva de verdade. Tremia-se, discutia com qualquer um que a contrariasse. Ia pro quarto às vezes revoltada, resmungando porque fulano ou cicrano não havia se comportado da maneira como ela considerava a correta. Eu sempre achava divertido assistir novela ao seu lado porque ai podia constatar de uma maneira bastante experimental o efeito da ficção na vida de uma pessoa, até que ponto a novela cumpriria seu papel (se é que traumatizar pessoas realmente fosse seu objetivo final...). Toda noite quando chegava em casa do colégio, lá estava ela em pé assistindo ao lado da cama de minha mãe, que vez por outra pedia para ela deixar de apertar os olhos. Há anos atrás contou-me uma estória bastante interessante. Disse que quando criança, caiu na cachoeira que fica na entrada da cidade de Paulo Afonso-BA, onde nasceu, (pra quem não conhece, é o tipo de cachoeira caiu-morreu). Porém, para sua surpresa e alegria, uma sereia encantadora surgiu e a chamou para uma conversa. Não lembro bem o conteúdo do diálogo, lembro-me apenas que as duas ficaram batendo papo numa pedra durante um longo período de tempo e que a sereia havia lhe revelado alguns mistérios da natureza, além de lhe prometer coisas muito boas durante sua vida. Disse que foi o momento mais especial que viveu, jamais esqueceria. Logo depois do bate-papo, a sereia a trouxe de volta para a terra dos viventes. Eu, criança, ficava imaginando como seria bom se tivera a felicidade de cair na cachoeira de Paulo Afonso, por mais medo que tivesse de altura, e encontrar uma sereia. Só não sei se minha mãe gostaria da idéia de ver seu filho despencando ponte abaixo rumo ao que ela denominaria de morte. Mas na minha mente vinha apenas a imagem das sereias, que são sempre belas, pelo menos as que se tem notícia, e eu provavelmente não aceitaria voltar pra terra dos viventes, independente do que ela me prometesse aqui. Ficaria por lá, nem que tivesse que viver como peixe ou coisa parecida. Acho que sonhei várias vezes com isso até o dia em que minha mãe achou por bem estragar minhas fantasias, dizendo que tudo aquilo não passava da falácia, helenisticamente falando, um mito. Fiquei triste por descobrir ainda tão cedo que minha esperança havia morrido e, o pior, de morte matada, além da contradição de ter sido a primeira a morrer. Na verdade, não acreditei em minha mãe de imediato. Achava que ela estava com inveja porque não tinha tido a oportunidade de conversar com uma sereia. Depois, muito depois, passei a desconfiar da moça. Ou ela queria me enrolar, ou não girava bem da cabeça. E olhe que sempre me inclinei a crê na última possibilidade, mas deixa isso pra lá. Voltando ao caso das novelas, os anos foram passando, a moça cada vez mais apertava os olhos, até o brilhante dia em que passou a freqüentar uma determinada igreja na qual, com pouco tempo, foi batizada e tornou-se membro. Ficou bastante feliz. No início chegou até a paquerar um membro, mas sua paixão acabou caindo por terra quando descobriu que o amor de que o outro lhe falava em cartas resumia-se apenas a um sentimento fraternal. Ficou muito triste, mas passou. O que não se passa nessa vida... Até porque sua fé sempre fora maior que qualquer decepção amorosa e se alguém quisesse morrer na flor da idade, que contestasse sua doutrina. Bem, passou alguns meses distante de nós, viajando não sei pra onde e, o melhor, de avião! Coisa que até hoje só conheço pela televisão ou quando vou ao aeroporto despachar ou recepcionar algum parente ou amigo. Sentimos sua falta, porque sempre esteve muito próxima de nós. Quase me criou, quase foi uma segunda mãe, mas vale ressaltar, quase. Até o dia em que retornou de suas viagens (agora reais, podendo ser comprovadas com os bilhetes das passagens) e a vimos, para nossa surpresa, de uma forma diferente, da mesma maneira que ela a nós. A novidade? Estava agora usando óculos, com bordas pretas e arredondadas. Ficamos todos impressionados com o ar intelectual que este acessório lhe conferiu. Coincidentemente, era fim de tarde e estava passando uma novela. Pela primeira vez em nossas vidas pudemos contemplar com nossos olhos que a terra há de comer que a moça já não apertava mais os olhos ao mirar a TV, embora continuasse com o velho hábito de parecer um cabide ao lado da cama. Até hoje não compreendo porque minha mãe durante tantos anos nunca a levou para fazer um exame de vista e assim, livrá-la daquele sofrimento, ao mesmo tempo em que também pouparia a si (a saliva) e a nós, (os ouvidos). Tem coisas assim na vida que não compreendo... Mas quem sabe os óculos foram exatamente a promessa da sereia, a fim de que pudesse usufruir com plenitude aquilo de que mais gostava na vida? Não sei...
O que sei é que hoje está morando no Recife e faz tempo que não temos notícias. Só espero que continue usando os óculos que o destino lhe proporcionou e que não conte mais suas estórias de sereia pra criança nenhuma, principalmente para crianças meninos.
Escrito por Josué Mendonça às 00h31
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Considerações sobre a diversidade em nosso planeta.
Um estudo de caso.
Outro dia estava no shopping sentado num daqueles bancos duros esperando não lembro o que, quando algo surgiu à minha frente. Não soube interpretar bem o que era. De uma forma geral, era um aglomerado de coisas. No alto um boné rosa, mais abaixo um óculos ray-ban enorme, sobre o qual via-se piercings. Dos lados uma série de brincos e outros piercings extremamente juntos uns dos outros. Um pouco abaixo dos óculos mais um piercing e logo depois uma cor vermelho-sangue sobressaía. Abaixo do vermelho, colares com detalhes em infinitas cores. Era divertido olhar para aquela imagem. De alguma forma estimulou meus sentidos. Ocorreram-me lembranças do Natal, e isso fez até sentir-me bem, pois gosto muito dessa época do ano. Abaixo dos colares havia uma roupa estilo...não sei. Não entendo de moda. Duas cores basicamente: roxo e preto. Abaixo, botas pretas de cano longo. Havia também pulseiras em diversos tipos e cores e anéis, inumeráveis...além de uma pequenina bolsa de couro colorida. Do lado de trás, na abertura da blusa, várias tatuagens. Figuras de personagens infantis que me remeteram à infância, e ai que me senti mais feliz. De repente o aglomerado começou a falar ao celular: sons e um piercing pularam pra fora. Percebi então que se tratava de um ser inteligente. Tudo levava a crer até agora que era do sexo feminino. Estiquei os ouvidos para tentar captar algo, mas infelizmente não pude compreendê-la, pois se comunicava através de códigos estranhos (pelo menos para minha pessoa). A princípio, achei que fosse um ser de algum país vizinho, ou de muito longe mesmo, mas vi-me confuso quando percebi que tinha sotaque baiano. Suponho até hoje que se tratava de uma pessoa, um ser humano propriamente dito. Mas acho que aquelas circunstâncias não me propiciaram as evidências necessárias pra que chegasse a uma conclusão. Um dia um amigo meu que acredita em seres de outros planetas disse-me que quando uma pessoa é “abduzida e chipada”, volta ao mundo diferente. Essas informações trafegavam em minha mente em busca de associações lógicas com aquilo que estava perante os meus olhos. Mas só fiquei em especulações mesmo, nada concreto. Quando o aglomerado, ou melhor, “aquele ser inteligente do sexo feminino que falava em códigos estranhos”, retirou-se, fiquei a devanear sobre as diferenças em nosso planeta. Quanta diversidade... E ao mesmo tempo, senti-me triste por ser tão ignorante quanto a essa realidade. Quanta diversidade....
Escrito por Josué Mendonça às 21h03
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A meu eterno avô
Meu avô, não pude estar ao teu lado no teu momento de luz. Queria estar ao teu lado, apertando tua mão pra dizer-te bem baixinho ao pé de teu ouvido o quanto sempre te amei. Não existem palavras para desenhar a grandeza do homem que foste, que tu és e continuarás sendo pra mim. Em minha cabeça só me vêm as lembranças de cada momento especial de vida ao teu lado em que me aconselhaste, me orientaste, me ensinaste o caminho da verdade. Tenho a primeira lembrança de ti, em Sta Cruz. Eu, pequenino, com 5 ou 6 anos, e vieste me presentear com um carrinho de madeira. Lembro quando íamos à feira (eu muito pequeno), quando tínhamos que pegar 4 ônibus pra ir e voltar da igreja, indo ao Recife pra fazer quimioterapia e teus poucos cabelos começaram a cair, os almoços de todo domingo, as trilhas que fizemos (com aquela idade!!), as tuas Bodas de Ouro, cada momento naquela igreja, as estórias da Bíblia e da Guerra que me contavas, as conversas sobre Deus na varanda. Tu sempre foste um pai pra mim, sempre...Perdi um pedaço de meu coração ontem as 17:00 e sei que só Deus pode preencher isso. Todas as tuas palavras sempre foram tão sábias, todas tuas cartas sempre foram tão amorosas, mesmo quando eu via tua dificuldade pra escrever. Sempre me quiseste tão bem meu avô, sempre depositaste tanta confiança em mim. Sempre me apoiaste. Obrigado meu avô por ter nos ajudado quando até o pão de cada dia nos faltou. Tu foste um exemplo de pai, de avô, de amigo, de irmão, de marido, de gente. Em ti sempre pude encontrar integridade, fé, força, humildade, beleza, coragem, equilíbrio, serenidade, compaixão... Tu viste tua bisneta como sonhaste (e na foto estão tuas lágrimas), tu viste a virada do milênio como também sonhaste... porque o senhor sempre ouviu tuas orações. Tu deixas um exemplo de vida e um rastro de luz que eu tentarei alcançar em minha vida. Ah meu avô, tua voz ressoa em minha cabeça e as últimas palavras que me disseste foram: “Deus te abençoe meu filho”. Amém meu avô. Grande foi tua vida, tua obra, teu amor, tua fibra, teu senso de justiça, teu testemunho, tua fé, tua pessoa. Um homem simples, mas que soube ser homem até o último suspiro. A tua vida meu avô é a prova concreta de que podemos ser diferentes nesse mundo de tanta futilidade e desamor. Com dor e amor, teu filho.
Escrito por Josué Mendonça às 00h01
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A Bahia, Freud e o mal-estar na civilização.
Uma homenagem aos 75 anos de publicação de “Mal-Estar na Civilização”, de Sigmund Freud”
Mais de uma hora numa fila de banco. Ônibus lotado. Madrugada em fila de posto de saúde ou em busca de uma vaga de emprego. Ah Freud, tu ficaste me devendo esta! Outro ainda vem falar-me sobre Eros e Tânatos. Perguntaria meu avô: “o que vós sois afinal, frutas ou legumes?”.
Com certeza, se eu convidasse o pai da psicanálise para passar um ano aqui na Bahia, acabaria por dar novas pinceladas em seu livro. Mal-estar se traduziria em algo como: “rapaz, num consigo arrumar emprego aqui velho...será que jogaram uma urucubaca?”, ou “fiquei duas horas na p. daquela fila e quando chega minha vez a mulher diz que acabou a ficha”, ou, num estágio mais grave “ fulano morreu na porta do hospital porque não tinha vaga”.
Convidaria o ilustre a dar uma voltinha pelas periferias da cidade para poder constatar olfativamente os esgotos e lixo a céu aberto. Pararíamos numa sinaleira (semáforo) para um minuto de distração: ver aqueles pobres meninos famintos fazendo do asfalto picadeiro, equilibrando tochas de fogo, uns sobre os ombros de outros.
Outro dia, vinha eu descendo despreocupadamente pela Avenida Sete quando se aproximou de mim um rapaz maltrapilho (gosto dessa palavra). Pensei até que pretendia levar-me os dois reais e cinqüenta centavos que havia em meu bolso, mas não. Caminhando paralelamente aos meus passos ligeiros, falava com os olhos esbugalhados: “rapaz... (com sotaque interiorano, não sei de onde) tô aqui nessa cidade há dois anos e não consigo trabalho, se não fosse uns bicos que ando fazendo de pintor, eu tava era passando fome”. Não sei até hoje porque ele escolheu justamente a mim para esse desabafo situacional. Não é a primeira vez...Mas a minha principal dúvida neste momento é: “Será que ele tava sentindo algum mal-estar?”
O Excelentíssimo ex-ministro da Previdência, Berzoini, há poucos anos atrás, no cume de sua sensibilidade social, achou por bem dar sua parcela de contribuição a esse caos social, convocando os aposentados com MAIS DE NOVENTA ANOS a se recadastrarem para continuar recebendo o benefício do INSS (cujo fato, vale ressaltar, deu origem ao “Troféu Berzoini de Crueldade”). Será que esses seres humanos (se é que são vistos assim) sentiram algum mal-estar?
O que sente um pai de família que não consegue arrumar emprego porque seu nome está incluído no famoso “Serviço de Proteção ao Crédito”, ou um cidadão que fica três, quatro, cinco meses sem receber um tostão do INSS porque o mesmo encontra-se em greve? Mal-estar? O que sente um estudante secundarista de uma escola pública ao tentar ingressar no ensino superior - concorrendo com patrícios - e termina constatando que pobre só pisa na universidade em época de vestibular? O que sente um cidadão tendo de sobreviver de bolsa isso, bolsa aquilo, doados pelo governo, e está cansado de ser cuspido do mercado de trabalho?
O que sentiu aquela moça (que Deus a tenha) que há poucos dias morreu no hospital porque sua obesidade mórbida (220 kg) não foi tratada pela Saúde Pública antes que chegasse à beira da morte? Mal-estar?
Com tantos problemas que o povo humilde desse país vive e sempre viveu, relatá-los seria um trabalho interminável. E fico pensando...”mal-estar seria a expressão mais apropriada para definir nossa realidade social?”
Bem, acho que Freud explica.
Escrito por Josué Mendonça às 21h51
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